Você já percebeu como pensa?  Outro dia, enquanto analisava um caso clínico, comecei a caminhar pelos corredores do Shopping Market Place. Não foi algo planejado. Simplesmente aconteceu.

Quando preciso organizar uma ideia, escrever um texto ou refletir sobre uma decisão importante, é comum que eu me levante e comece a andar. Naquele momento, lembrei de uma cena de Harry Potter. Em determinado momento da história, comentam que Alvo Dumbledore costuma caminhar pela própria sala enquanto pensa. Sempre achei esse detalhe interessante, mas nunca havia me identificado tanto com ele. Foi então que surgiu uma pergunta que talvez seja mais importante do que parece:

Será que cada pessoa tem uma forma própria de pensar?

Será que cada pessoa tem uma forma própria de pensar?

O pensamento não acontece apenas na cabeça

Costumamos imaginar o pensamento como um processo exclusivamente mental.

Mas basta observarmos o cotidiano para perceber que nem sempre é assim.

Há pessoas que escrevem para compreender o que estão sentindo.

Outras precisam caminhar.

Algumas encontram respostas enquanto dirigem.

Outras organizam as ideias durante um banho, cozinhando ou até dobrando roupas.

Não significa que essas atividades “produzam” pensamentos.

Elas podem, porém, criar condições para que o pensamento aconteça de maneira mais fluida.

Nos últimos anos, pesquisas em Psicologia Cognitiva e Neurociência têm mostrado que caminhar pode favorecer processos como criatividade, flexibilidade cognitiva e associação de ideias em muitas pessoas. Isso não acontece porque existe uma técnica secreta, mas porque cognição e corpo não funcionam de maneira isolada.